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Informativo Enermerco 1901

O Informativo Enermerco (edição de janeiro) é um compilado das informações mais relevantes do mercado de energia do período, exclusivamente elaborado para o seu acompanhamento mensal.

 



Mercado de Energia x Tendência do PLD

Em dezembro de 2018, com o bom histórico de afluências de outubro e novembro, as expectativas para a manutenção dos cenários favoráveis de hidrologia era a aposta do ONS. Lembramos que o fenômeno El Niño estava sendo confirmado, quando já na 1ª semana de dezembro o PLD caiu incríveis 41%. Entretanto o restante do mês foi marcado por sucessivos aumentos do PLD devido à não confirmação das chuvas previstas para o meio do período úmido, com exceção do submercado Norte que estacionou no PLD piso de R$ 40,16 desde a 3ª semana do mês, consolidando o PLD médio de dezembro de 2018 com descolamento no preço médio do Norte.

Demonstrativo do PLD Médio

Mês Submercado
Dezembro 2018 SE/CO S NE N
78,96 78,96 71,13 51,61

 

Demonstrativo do PLD Médio da 1ª semana

Mês Submercado
Janeiro 2019 SE/CO S NE N
136,43 136,43 53,86 53,86

 

A bandeira de dezembro, verde, não apresentou custos adicionais ao consumidor.

Para janeiro/2019, temos novamente a mesma bandeira verde, mesmo com a hidrologia ter apresentado nível inferior ao esperado. Por isso, mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.

 


Janeiro de 2019 também não está performando chuvas consistentes, sendo que os reservatórios apresentam níveis reduzidos ao longo desta estação úmida, o que indica a elevação gradual do PLD e especulações de Bandeira Amarela para o mês de fevereiro.

 

Pierro Campestrini – Diretor da Enermerco

 

Geração e Consumo

 

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, divulgou no final de dezembro, novos comparativos de geração e consumo no SIN – Sistema Interligado Nacional.

O Sistema Interligado Nacional é o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, sendo um sistema hidro-termo-eólico de grande porte, com predominância de usinas hidrelétricas e com diversos proprietários. O Sistema Interligado Nacional é constituído por quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e a maior parte da região Norte.

Em comparação ao mesmo período de 2017, temos acréscimos. A geração e o consumo registraram aumento de 2,1% e 1,8%, respectivamente.

 

 

Geração por Fonte de Energia

As fontes de geração, abaixo demonstradas, mostram parte do panorama da produção nacional. Como vemos, o destaque de novembro está na queda da geração das térmicas: 44%, em relação ao mesmo período do ano anterior, 2017. As hidráulicas cresceram 14,5% na geração e as usinas eólicas aumentaram em 0,6%.

 

ENA, MLT e Nível dos Reservatórios

 

No gráfico de Energia Natural Afluente do SIN, observamos que tanto os percentis da ENA Dezembro/2018 acumulada e da expectativa, estão abaixo da Média de Longo Termo, que consiste na média aritmética das vazões naturais verificadas durante uma série histórica. Trata-se de mais um parâmetro de operação do SIN – Sistema Interligado Nacional, que o ONS – Operador Nacional do Sistema, monitora para gerenciar a geração de energia elétrica do país.

Na sequência o gráfico de Energia Armazenada com valores em MWmês, no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2018, onde verifica-se a oscilação dos montantes de energia por Submercado do SIN – Sistema Interligado Nacional.

 

Fator de Ajuste de MRE

O Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) é um mecanismo financeiro que visa o compartilhamento dos riscos hidrológicos que afetam os agentes de geração, buscando garantir a otimização dos recursos hidrelétricos do Sistema Interligado Nacional (SIN). Para verificar a quantidade de energia produzida em relação à garantia física das usinas pertencentes ao MRE, foi criado o Fator de Ajuste da Garantia Física, ou Generation Scaling Factor – GSF. Ele mede a geração hidráulica em relação à garantia física, cujo cálculo é feito mensalmente pela CCEE.

Para janeiro, conforme a CCEE, temos a estimativa de 100,4% do fator de ajuste do MRE, com Geração Hidráulica prevista de 55.121 MW. Em dezembro, atingiu-se uma geração, de 92,5% em relação às Garantias Físicas para o ano de 2018.

 

Encargos de Sistema (ESS, ESE, CDE)

Os custos decorrentes da manutenção da confiabilidade e da estabilidade do sistema no atendimento à demanda por energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) são denominados Encargos de Serviço do Sistema (ESS). Estes valores são pagos por todos agentes com medição de consumo registrada na CCEE, na proporção de seu consumo. Os ESS são expressos em R$/MWh.

No mês de dezembro/2018, somando os Encargos de Serviço do Sistema, dentre as Restrições Operativas e as de Segurança Energética, obteve-se um total de R$ 419 milhões.

Projeção de ESS e Custos devido ao deslocamento entre CMO e PLD

 

Previsão Climatológica Trimestral

Neste trimestre, as chuvas são freqüentes em praticamente todo o País, com exceção do nordeste de Roraima e do leste do Nordeste. Volumes de chuvas superiores a 1000 mm, são observados no leste do Amapá, na Ilha do Marajó-PA, nos setores nordeste e sudeste do Pará e no sudeste do Amazonas. Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, os totais de chuva variam em torno de 300 mm e 700 mm. Nestas Regiões, as chuvas são ocasionadas, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Na Região Sul, totais de chuva de aproximadamente 450 mm ocorrem no Estado do Paraná e inferiores a 400 mm no sul e sudeste do Rio Grande do Sul. A temperatura máxima varia entre 28ºC e 34ºC nas Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Nas Regiões Sul e Sudeste, as máximas podem variar entre 24ºC e 32ºC. Os menores valores de temperatura, em torno de 14ºC, são esperados sobre as áreas serranas da Região Sul e dos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Nas Regiões Norte e Nordeste, as temperaturas mínimas variam entre 22ºC e 24ºC. As climatologias de precipitação e temperaturas máxima e mínima, no Brasil, são mostradas na Figura 1. As climatologias de precipitação e temperaturas máxima e mínima, no Brasil, são mostradas na figura a seguir:

 

 

 

 

 

Temer decreta redução de 20% ao ano nos subsídios na conta de luz

Vários descontos bancados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) serão reduzidos anualmente até que a alíquota chegue a zero

A poucos dias de deixar o comando do País, o presidente Michel Temer assinou um ato que promete reduzir o peso dos subsídios na conta de luz do consumidor. Por decreto, Temer decidiu que vários descontos hoje bancados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) “serão reduzidos à razão de vinte por cento ao ano sobre o valor inicial, até que a alíquota seja zero.” A redução gradativa começa já a partir de 1º de janeiro de 2019 e se dará nos respectivos reajustes ou procedimentos ordinários de revisão tarifária.

A CDE banca, por exemplo, descontos na conta de energia de atividades rurais, famílias de baixa renda e programas sociais como o Luz Para Todos. Atualmente, os descontos para esses públicos custeados pelo fundo setorial chegam a 40%.

Ex-Presidente Michel Temer

Com o decreto, publicado no Diário Oficial da União (DOU), Temer também cortou desde já vantagens específicas para áreas como irrigação e aquicultura, cooperativas de eletrificação rural e serviços de saneamento. A regulamentação original vedava “a aplicação cumulativa de descontos”, prevalecendo o mais favorável ao consumidor. Porém, esses setores estavam fora dessa exigência. O texto de hoje não traz nenhuma exceção e veda subsídios cumulativos para todo e qualquer setor.

Nos últimos anos, o consumidor vem pagando contas de energia mais caras para cobrir o custo de subsídios do setor. Em 2019, os consumidores terão que desembolsar R$ 17,187 bilhões. O valor foi aprovado este mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para que seja possível cobrir o orçamento da CDE, embutida na conta de luz para custear os programas sociais, os descontos tarifários e empréstimos subsidiados para o setor. Segundo a Aneel, em 2018, os consumidores pagaram R$ 17,956 bilhões para cobrir os custos da CDE.

 

 

 

 

Ministro de Minas e Energia toma posse e promete redução de Tarifas

Bento Albuquerque disse que vai rever políticas do Pré-sal e reforçou estímulo à energia nuclear.

Ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque

O novo Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assumiu o cargo no dia 02 de janeiro, prometendo reduzir as tarifas de energia ao retirar, principalmente, subsídios da conta.

A ANEEL, agência que regula o setor, já foi consultada sobre as mudanças.

O ministro afirmou que vai rever as políticas de exploração do Pré-sal, ampliando o regime de partilha, o que deverá trazer mais investidores estrangeiros ao setor.

Também reforçou o estímulo à energia nuclear, considerada estratégica.

“O Brasil não pode se entregar ao preconceito e à desinformação, desprezando o domínio que temos das duas tecnologias: exploração e processamento”. Albuquerque anunciou ainda que fará uma “harmonização” entre o direito mineral e o ambiental para estimular a produção do setor, outra prioridade.

O processo de capitalização da Eletrobras, iniciado no governo Temer, será levado adiante, segundo o Ministro.

 

 

 

Albuquerque quer solução para risco hidrológico em 30 dias

A disputa judicial começou em 2015, quando empresas que operam hidrelétricas conseguirem liminares que as isentam dos custos com o risco hidrológico

Hidrelétricas: 7,85 bilhões de reais não foram pagos devido às ações judiciais

O ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, disse que buscará uma solução ainda neste mês de janeiro, para uma briga judicial entre governo e empresas do setor elétrico sobre as regras do chamado “risco hidrológico” na operação de hidrelétricas, segundo nota da pasta.

A afirmação foi feita durante reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na quinta-feira, com a presença de representantes de diversos órgãos da área de energia do governo.

“Eu gostaria que, nestes 30 primeiros dias, alcançássemos uma solução para o risco hidrológico. Evidentemente, que essa solução transcende uma vontade ou um consenso do ministério, mas que sirva de base para discussão com os atores que fazem parte desse processo, particularmente o Legislativo”, disse Albuquerque, de acordo com o ministério.
A disputa judicial começou ainda em 2015, após empresas que operam hidrelétricas conseguirem liminares que as isentam dos custos com o risco hidrológico, ocasionados pela necessidade de compra de energia no mercado para compensar a menor produção das usinas hídricas, impactadas pelo baixo nível dos reservatórios.

Essas liminares que isentam as empresas de pagamentos têm deixado enormes valores em aberto nas liquidações financeiras do mercado de curto prazo de energia realizadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No processamento de novembro, concluído nesta semana, 7,85 bilhões de reais não foram pagos devido às ações judiciais.

O governo Temer vinha buscando um acordo com as elétricas para que elas retirassem as ações em troca de uma compensação parcial dessas despesas com o risco hidrológico, por meio da prorrogação de seus contratos de concessão.
Um projeto de lei que viabilizaria esse acerto foi rejeitado pelo Senado no ano passado, mas posteriormente senadores conseguiram aprovar uma matéria com a mesma proposta, que agora precisa ser apreciada na Câmara dos Deputados.

 

 

 

Enel vende usinas de energia renovável no Brasil à chinesa CGN Energy por R$ 2,9 bi

O negócio envolve 100% dos ativos, que já estão operacionais, com pagamento no momento do fechamento

A elétrica italiana Enel assinou por meio da subsidiária Enel Green Power contrato para a venda de 540 megawatts em usinas eólicas e solares no Brasil à chinesa CGN Energy International Holdings em uma transação avaliada num total de 2,9 bilhões de reais, ou 700 milhões de euros.

O negócio envolve 100% dos ativos, que já estão operacionais, com pagamento no momento do fechamento.

Os ativos negociados com a chinesa foram as usinas solares de Nova Olinda, com 292 megawatts, no Piauí, e Lapa, de 158 megawatts, na Bahia, além do parque eólico Cristalândia, de 90 megawatts, também na Bahia.

“Com a venda desses ativos, nós estamos capturando valor para um crescimento maior no Brasil, onde estamos implementando um grande ‘pipeline’ de projetos renováveis. Nós seguimos focados nas oportunidades oferecidas pelo mercado renovável brasileiro e vamos continuar a investir no país”, disse o chefe da Enel Green Power, Antonio Cammisecra, em nota.

Segundo a Enel, o negócio está em linha com o plano estratégico do grupo para o período 2019-2021, que prevê maximizar a acelerar a criação de valor por meio da venda de ativos para liberar recursos a serem investidos em novos projetos.

O modelo de negócios é conhecido como “construir, vender e operar” (BSO, na sigla em inglês).

O fechamento da transação é esperado para o terceiro trimestre de 2019, e ela está sujeita a condições precedentes incluindo a aprovação de autoridades antitruste, segundo a Enel.

A CGN Energy International é um braço de investimentos em ativos não nucleares no exterior da China General Nuclear Power Corporation (CGN), fundada em 1994, que é a maior operadora de ativos nucleares da China, segundo informações do site do grupo.

 

 

 

Calor impulsiona vendas de ventilador, ar-condicionado e sorvete!

Os consumidores estão abrindo mão de economizar para investir em maior comodidade neste verão e os lojistas estimam que as vendas destes produtos cresçam, em média, 50% até o final do mês

Com o calor intenso e os termômetros chegando à casa dos 40°C, a procura por de ar-condicionados e ventiladores tem crescido nos comércios, em geral. Quem também está satisfeito é o setor de sorvetes.

Os consumidores estão abrindo mão de economizar para investir em maior comodidade neste verão e os lojistas estimam que as vendas destes produtos cresçam, em média, 50% até o final do mês. O subgerente de uma loja de eletrodomésticos, Ubirajara Vieira Silva, acredita que este mês irá superar o mesmo período de 2018, com relação às vendas. “Vivemos em uma cidade onde as temperaturas são bastante elevadas, com isso, observamos um aumento de 40 a 60% na parte de ventilação. Estes eletrodomésticos tem um impacto considerável, principalmente os ventiladores, por se tratar de um produto mais em conta”, disse. “Já em relação aos ar-condicionados, acreditamos que janeiro de 2019 supere as vendas do ano anterior, pelo menos 15% a mais”, completou.

Nestes dias quentes, característicos do verão, os consumidores também encontram refresco nos sorvetes e picolés: uma alternativa para encarar as temperaturas elevadas. Com a procura pelos produtos em alta, em consequência do clima, a produção e as vendas crescem no mesmo nível e podem chegar a 70% de aumento em comparação a outros períodos do ano.

Há 25 anos trabalhando no ramo, o empresário Luiz Joaquim Elias conta com esse incremento. “A expectativa é de um aumento de 60 a 70% a mais nas vendas e nos preparamos para atender à demanda dos próximos meses. A produção aumentou com o verão”, comenta.

 

 

 


Fontes: AGÊNCIA SENADO – ANEEL – ABRAPCH – CANAL NEGÓCIOS – CANAL ENERGIA – OCESC – ESTADÃO – EXAME – FOLHA – ONS – GAZETA DO POVO – INFOCLIMA – MME – PORTAL G1 – CCEE – PORTAL GLOBO.COM

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